segunda-feira, 27 de maio de 2013

Apoie e Assine a proposta de COTAS RACIAIS nas Universidades Públicas de SP



Amigas e amigos, LEIAM E COMPARTILHEM !

Nos últimos meses o movimento negro e os movimentos sociais, organizados na FRENTE DE LUTAS PRÓ COTAS RACIAIS DE SP se dedicaram a uma ofensiva para exigir a aplicação desta política nas Universidades Públicas Paulistas.

Na contramão do anseio popular, o governador Alckmin, em conjunto com as reitorias de USP, Unesp e Unicamp apresentaram o PIMESP-Programa de Inclusão por Mérito, que nem de longe atende as reivindicações históricas de democratização do acesso.

Imediatamente reagimos. Formulamos o Manifesto a Favor das Cotas e contrário ao Pimesp. Provocamos as forças populares na Alesp e sobretudo, promovemos um amplo debate no seio das universidades e da sociedade como um todo.

Como fruto desse processo, em comum acordo com o grupo de parlamentares favoráveis às Cotas, estabelecemos um Grupo de Trabalho composto por representantes da sociedade civil, cuja tarefa seria a elaboração de um novo texto que servisse de substitutivo ao PL de Cotas 530/04.

Após 2 meses de trabalho, encerramos essa etapa e apresentamos à sociedade civil organizada a proposta de PL de Cotas elaborada e, a partir da agora, defendida pelos Movimentos.

A apresentação do texto aos parlamentares da ALESP está pré-agendada para dia 4 ou 5 de junho (a confirmar). Até lá pedimos a adesão das diversas organizações, movimentos, ong's, sindicatos, partidos, igrejas, grupos e associações, bem como assinaturas individuais de lideranças sociais e politicas, religiosos, intelectuais, artistas, esportistas, etc.

A presente proposta, que seguirá à ALESP para os trâmites normais, será também objeto de uma ampla campanha estadual de PL de Iniciativa Popular que visará agregar 300 mil assinaturas, maneira pela qual será feita a pressão popular para que a ALESP aprove as Cotas.

AS ADESÕES E APOIO devem ser direcionadas ao e-mail: frenteprocotassp@gmail.com

Anexo segue o PROJETO DE LEI DE COTAS e sua respectiva JUSTIFICATIVA para seu estudo e adesão.

Muito axé para nossas lutas! Venceremos!

LEIA AQUI A PROPOSTA DOS MOVIMENTOS - PL COTAS


LEIA AQUI A JUSTIFICATIVA DOS MOVIMENTOS - PL

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Encontro com representação de mais de 60 entidades contesta proposta de Cotas de Alckmin e seus aliados.


Frente Pró Cotas confirma Audiência Pública na ALESP e exige presença de Reitores e do Governador.

O auditório Prestes Maia da Câmara de Vereadores ficou pequeno nesta terça-feira (5/2), quando a Frente Estadual Pró-Cotas realizou uma plenária aberta para repudiar o PIMESP (Programa de Inclusão com Mérito no Ensino Superior Público Paulista) apresentado pelo Governo Alckmin e CRUESP (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais de São Paulo) em dezembro de 2012 como alternativa paulista para a implementação das cotas raciais. Estavam presentes cerca de 200 pessoas, além da presença de deputados estaduais, defensoria pública, vereadores e mais de 60 organizações.



Durante a atividade o professor Silvio Almeida, presidente do Instituto Luiz Gama e doutor em filosofia do Direito pela USP, afirmou que a proposta apresentada pelo tucanato é inconstitucional, pois atenta contra os princípios da isonomia e da dignidade humana previstos na Constituição Federal. “A proposta provoca discriminação negativa, colocando o cotista em condição inferior, quando a Constituição só permite a discriminação positiva, com sentido de inclusão. Além disso, promove a ameaça do estereótipo, fazendo o negro crer que precisa de reforço, pois não teria condição de competir, o que inferioriza humanamente o cotista. Assim se viola os princípios da isonomia e dignidade humana”, completa.

A principal crítica apresentada durante a plenária foi ao sistema de “college” presente na proposta tucana, segundo este sistema os estudantes que ingressarem nas estaduais paulistas teriam que cursar dois anos em uma espécie de curso de nivelamento a distância para aí poderem ingressar nos cursos da USP, Unicamp e Unesp.



“Proposta de Cotas de Alckmin é preconceituosa e fere os princípios da isonomia humana. Movimentos ainda aguardam respostas do Governo e Reitorias.”

“Se está demonstrado que estudantes cotistas, nas análises realizadas em universidades onde cotas foram adotadas, tem igual ou melhor rendimento acadêmico que estudantes não cotistas, estes é que precisariam de reforço acadêmico, e não o contrário”, afirmou Almeida.

O professor Dennis de Oliveira, do Núcleo de Apoio à Pesquisa em Estudos Interdisciplinares sobe o Negro Brasileiro da USP, a proposta do “college” é racista, pois cria duas categorias diferentes de estudantes para as universidades. “A proposta estadual parte do pressuposto de que a população negra e pobre é despreparada para entrar na universidade”, completou.

A justificativa do governo estadual para a instituição do “college” é a de que os estudantes cotistas precisam de “formação sociocultural para exercício da cidadania”. “como se isso já fosse garantido por quem passa nos vestibulares, isso, segundo Dennis, “como se formação para cidadania fosse o conteúdo exigido nos vestibulares via Anglo ou Objetivo”, alfinetou Oliveira.

O deputado estadual Carlos Gianazzi (PSOL) afirmou durante a plenária que a proposta apresentada pelo PSDB visa rivalizar com o projeto sancionado pelo governo federal instituindo cotas raciais nas universidades federais. “Não podemos esquecer que o PSDB é contra as cotas, ele está fazendo isso por conta da pressão social, somos totalmente contra esse projeto”, acrescentou o parlamentar.

A deputada Leci Brandão (PCdoB) apresentou a preocupação não apenas com a entrada dos estudantes negros e de escolas públicas na universidade, mas também a garantia de sua permanência na instituição. “Não é só cota. É auxílio para transporte, para alimentação, a compra de livros. Eu não quero ver o jovem negro lutar para entrar na universidade e depois ter de abandonar o curso porque, sendo pobre, enfrenta outras dificuldades que vão além do entrar na academia”, completou.







Douglas Belchior, da UNEafro, fez um resgate das lutas e ações dos movimentos pró cotas no estado de São Paulo nos últimos 6 anos, além de apontar a sintonia existente entre a proposta do governo e a grande mídia, em especial Folha de SP, Globo e Veja, que embora sejam assumidamente contrários a cotas, tem feito permanente campanha de apoio a proposta de Alckmin: “Se Veja, Folha e Globo apoiam, é porque não é um boa proposta para o povo negro”, disse Belchior. E mais, afirmou: Temos história de lutas, coerência, embasamento teórico, força política e sobretudo, legitimidade. Não deixaremos que Alckmin imponha esse programa preconceituoso. Os movimentos tem propostas melhores.”

A Defensora Pública de SP, Vanessa Vieira, reforçou a importância da construção coletiva e de uma proposta que contemple os movimentos: “Se não há acordo no mérito, é preciso retomar o método e a forma. O governo precisa ouvir os movimentos.”

Juninho, do Circulo Palmarino observou o quanto perversa é a prática do atual governo, que alia truculência, violência de estado, encarceramento à negação de direitos: “Por um lado, o sucateamento da escola pública, a precarização da saúde, a negação de cultura e do esporte e a violência policial; Por outro a tentativa de impedir o acesso à Universidade. São Paulo continua sendo o Estado mais desigual do país”.

“Pela representatividade, pela quantidade de ativistas e organizações presentes, estava claro qual o projeto de cotas tem o apoio popular e a real legitimidade política”, afirmou Beatriz Lourenço da UNEafro (União de Núcleos de Educação Popular para Negros e Classe Trabalhadora).

Presentes, os deputados Adriago Diogo (PT), Carlos Gianazzi (Psol), Alencar (PT) e Leci Brandão (PCdoB) além de Marcolino e Carlos Neder, representados pelas assessorias, comprometeram-se junto à Frente Pró Cotas, com as seguintes demandas:

       Convocação de Audiência pública para o mês de Março, com presença obrigatória dos reitores da USP, UNESP, UNICAMP e FATEC’s, e do Governador Geraldo Alckmin, para debate sobre a efetivação de Cotas Raciais nas Universidades Paulistas.

       Apoio a suspensão da proposta apresentada pelo governo de São Paulo e reitorias;

       Busca de diálogo entre governo, reitorias, movimentos negros e movimentos sociais que realmente representam a sociedade civil organizada. A construção das políticas de cotas devem se dar em conjunto com a sociedade civil e os grupos legítimos de representação!

       Retomada do Grupo de Trabalho para acompanhar e promover articulações na ALESP, relativas a aprovação do PL de Cotas (proposto pela Audiência de Maio de 2012);

       Levantamento do procedimento formal relativo a unificação dos PL’s 530/2004 e 321/2012; Tarefa: Manter trâmites do 530/2004, com alterações constantes no 321/2012.

       Promoção políticas de estado que efetivem cotas raciais nas universidades públicas paulistas, diretas, sem etapas intermediárias e que incida sobre 100% das vagas disponíveis;

       Pela aprovação de do PL 530/04, com alterações propostas pelo PL 321/2012, em trâmite na ALESP há mais de 8 anos.


Fica marcada a próxima reunião da Frente Pró Cotas para o dia 19 de fevereiro, às 19h, na Câmara de Vereadores de SP.

Mais informações:

Página Face: Frente Pró Cotas Raciais SP




























quarta-feira, 13 de junho de 2012

Colégio de Líderes da ALESP ouve a Frente Pró Cotas Raciais


Colégio de Líderes da ALESP ouve a Frente Pró Cotas Raciais
Movimento faz incidência política por aprovação de projeto que prevê cotas em SP


Representantes da Frente Pró Cotas Raciais em SP estiveram ontem (12/06) na ALESP - Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo e realizaram uma forte incidência política junto ao Colégio de Líderes, que reúne os deputados líderes de todas as bancadas partidárias em São Paulo.

A ação foi uma deliberação da audiência pública ocorrida em 22 de maio, promovida pelos movimentos em conjunto com deputados da casa. 

Durante a reunião, Sílvio Almeida - do Instituto Luiz Gama, Milton Barbosa - do MNU (Movimento Negro Unificado) e Douglas Belchior - da UNEafro Brasil (União de Núcleos de Educação Popular para Negros e Classe Trabalhadora) apresentaram argumentação histórica, social e jurídica a favor da aprovação do Projeto de Lei 530/2004, que pode ir a votação ainda neste mês. O PL prevê cotas para estudantes de escolas públicas, negros, indígenas e portadores de deficiência nas Instituições de Ensino Superior do Estado de São Paulo (USP, UNESP, UNICAMP e FATEC).


Foi mencionada a decisão unânime do Supremo Tribunal Federal pela constitucionalidade das cotas raciais e a aprovação da Congregação da Faculdade de Direito do Largo São Francisco de uma menção favorável a cotas e sugestão para que o Conselho Universitário da USP coloque em pauta a proposta no próximo dia 20.

Referido projeto de lei é suprapardidário e é resultado da união de várias proposições feitas na ALESP desde 2004, de diversos partidos. O PL também agrega os anseios e sugestões do movimento social negro. 

Para ir a plenário é preciso que haja um acordo entre os partidos.

O movimento continuará cobrando nos próximos dias um posicionamento dos deputados estaduais e líderes dos partidos, visando a aprovação da lei. Ao mesmo tempo, farão articulações e protestos nas universidades paulistas, a começar pela USP no dia 20.

A Frente Pró Cotas Raciais reúne mais de 70 organizações.

Acompanhe e participe da luta por Cotas Raciais em São Paulo. Acesse: http://frenteprocotasraciaissp.blogspot.com.br/


Fotos: arquivos da Frente




quarta-feira, 23 de maio de 2012

MOVIMENTOS INICIAM CAMPANHA PELAS 100 MIL ASSINATURAS PRÓ-COTAS RACIAIS EM SP







A Frente de Lutas por Cotas Raciais em São Paulo, composta por dezenas de organizações do movimento negro e social, entre elas a UNEafro-Brasil, organizou três novas ações em defesa da reserva de vagas para negros nas universidades estaduais paulistas. A principal delas elas, e que promete atrair maior participação popular é a campanha pela coleta de 100 mil assinaturas, lançada na última terça-feira (22), na Assembleia Legislativa (Alesp).

A apresentação se deu na Audiência Pública sobre o Projeto de Lei (PL) 530. Outros dez projetos que prevêem reserva de vagas na USP, Unesp, Unicamp e Faculdades de Tecnologia estão em tramitação.

Representantes das três universidades participaram da Audiência. A USP informou que 13% dos estudantes que ingressaram nos cursos de graduação em 2012 são negros. A Unesp registrou um público negro de 17% do total de aprovados no vestibular. A Unicamp divulgou números parciais que não contemplam a composição racial dos novos alunos.

O Censo 2010 do IBGE constatou que o estado de São Paulo tem a maior população negra do Brasil em números absolutos. São 14,5 milhões de habitantes, 34,6% da população total, estimada em 42 milhões de pessoas.

Ainda nesta semana, a Frente de Lutas por Cotas Raciais protocolou, na Faculdade de Direito do Largo São Francisco um requerimento pedindo a retomada da Comissão de Inclusão Racial da USP. O órgão funcionou na gestão do agora reitor João Grandino Rodas e sugeriu a imediata implantação de cotas raciais na instituição, em 2008. A sugestão jamais foi encaminhada ao Conselho Universitário, instância máxima da USP.

FONTE: Radioagência NP, com informações de Jorge Américo, Danilo Augusto.


domingo, 13 de maio de 2012

QUINTA FEIRA - 17 DE MAIO - 18h30


Cerca de 50 entidades de S. Paulo lançam Frente pró-Cotas


Cerca de 50 entidades de S. Paulo lançam Frente pró-Cotas 
Por: Redação - Fonte: Afropress - 9/5/2012


S. Paulo - Cerca de 50 entidades dos Movimentos Negro, Estudantil, Sindical e Popular, lançaram nesta terça-feira (08/05), a Frente Pró-Cotas Raciais do Estado de S. Paulo, que tem como objetivo mobilizar a sociedade para cobrar do Poder Público, instituições de ensino e empresas, a apresentação de programas de ação afirmativa, inclusive cotas, para promover a inclusão da população negra.

"Esse é apenas o primeiro passo", destacaram vários participantes ao falarem sobre a Frente que nasce com a proposta de deixar de lado divergências entre as várias entidades e concentrar todos os esforços na defesa da unidade na ação.

S. Paulo tem a maior população negra do país em números absolutos - 14,5 milhões de afro-brasileiros, o equivalente a 34,6% da população total de 41 milhões de habitantes. O Governo de S. Paulo lançou em 15 de dezembro de 2.003, por meio do decreto 48.328, um Programa estadual de Ações Afirmativas que nunca saiu do papel.

Reunião representativa

A reunião, que começou por volta das 18h e só foi terminar às 21h40, aconteceu no auditório Pedroso Horta, da Câmara Municipal, e foi coordenada por Douglas Belchior, do Conselho Geral da União de Núcleos de Educação Popular para Negros (as) e Classe Trabalhadora (UNEAFRO) um dos idealizadores da proposta.

Entre as entidades e articulações políticas presentes estavam a Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN), integrada por filiados ou ativistas próximos ao PT, a União de Negros pela Igualdade (UNEGRO), ligada ao PC do B, e o Círculo Palmarino, articulação de negros filiado ou próximo ao PSOL.

Também estavam presentes, lideranças do Núcleo da Consciência Negra da USP, do SOS Racismo da Assembléia Legislativa, do Movimento Levante Popular da Juventude, Sindicato dos Bancários, do Instituto Sindical Interamericano pela Igualdade Racial (INSPIR) e do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CONDEPE), entre outras.

O presidente do Conselho da Comunidade Negra do Estado de S. Paulo, advogado Marco Antonio Zito Alvarenga (foto) manifestou a adesão do colegiado ao movimento, se comprometendo a levar a proposta da Frente a todas as cidades em que há Conselhos Municipais organizados. No total, em S. Paulo, 70 municípios já tem Conselhos.

Movimento nas ruas

Segundo os participantes da reunião, a Frente tem como objetivo levar para as ruas a bandeira das ações afirmativas e das cotas, aproveitando o ambiente favorável criado pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que declarou a constitucionalidade dessas políticas.

Entre as várias propostas apresentadas e discutidas estão a realização de uma Audiência Pública chamada por deputados da Assembléia Legislativa que apóiem o movimento, e que foi sugerido que aconteça na Universidade de S. Paulo (USP), e o lançamento de um abaixo assinado para recolher milhares de assinaturas, com a exigência do Programa de Ações Afirmativas e Cotas no Estado.

Lançamento

Por proposta de Flávio Jorge, da CONEN, a Frente deverá ser lançada oficialmente em um mês em um grande ato público no Largo do S. Francisco, centro de S. Paulo.

Na semana que vem, dia 17/05, acontecerá nova reunião no mesmo local com representantes de todas as entidades que fazem parte da frente para definição de um calendário de atividades e mobilizações que deverá se estender até novembro deste ano.

A proposta é que no dia 20 – Dia Nacional da Consciência Negra – aconteça um grande ato unificado protesto, que poderá marcar a entrega do abaixo assinatura com milhares de assinaturas exingindo a adoção de ações afirmativas e cotas no Estado.